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Patrimônio de Jauensidade

“Jaú possui patrimônios que foram, são e sempre serão aquilo que melhor representa a jauensidade, um sentimento único de amor à terra jauense, a sua História, a sua gente e as suas coisas. O termo jauensidade foi lançado e muito usado pelos jauenses Gerson Mendonça e Túlio Spindola de Castro, por ocasião do primeiro centenário da cidade, segundo Laís Castro Decaro, em seu artigo no Comércio de 18 de maio de 2010.” Foi assim que iniciei uma série de artigos sobre o assunto em 2010 e nada mais apropriado do que a comemoração do 159° aniversário da cidade para falar de mais alguns patrimônios de nossa cidade que nos enchem de orgulho.

Foto Clube do Jaú e Vicente João Pedro – Fundado em 1952 por Vicente João Pedro, Domingos Zampieri, Antonio Andofato, Rubens Rodrigues, Ítalo Poli, Luiz Carlos Nardy entre outros, portanto comemorando 60 anos, desde a sua fundação realiza salões nacionais. Desde 1960 faz exposições internacionais e é o único foto clube do Brasil a realizá-las com o patrocínio da Fédération Internationale de l’Art Photographique (FIAP). Tem 1850 fotografias aceitas em salões nacionais e 420 no exterior, muitas delas premiadas. O amor à fotografia, a persistência e a dedicação de muitos de seus membros, principalmente de Vicente João Pedro, que neste ano comemora também 60 anos de fotografia, fazem com que esse monumento permaneça vivo, atuante, atraindo fotógrafos do mundo todo para suas mostras. Vicente é um ícone da fotografia jauense e sua competência aliada à humildade lhe deram uma legião de admiradores, entre eles novos fotógrafos, aos quais ele acompanha com disposição em passeios, verdadeiras aulas de um Mestre, a quem respeitam e admiram. Na abertura do 48° Salão Jauense Internacional de Fotografia, no Jaú Shopping, sábado passado, Vicente e seu filho Marcelo, que do pai herdou a arte, recepcionaram além de jauenses, fotógrafos de Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador,  São Paulo, São José do Rio Preto, Araraquara, São Carlos e de outras cidades que se encantaram com as quase quinhentas fotos expostas. O Foto Clube do Jaú e Vicente João Pedro são patrimônios de jauensidade. 
Comércio do Jahu - No dia 31 de julho passado, o jornal Comércio do Jahu comemorou 104 anos e como disse bem a colunista Vera Lotto, “vasculhar a história do centenário Comércio do Jahu tem sido um exercício prazeroso para os jauenses (principalmente os exilados em outros lugares) que sentem o maior orgulho de ter diariamente um jornal impresso dentro dos padrões modernos, comprometido com a ética.” O jornal acompanha e noticia os fatos que ocorrem em Jaú, a sua vida social, seu povo, sua cultura desde o tempo em que era composto letra por letra, e as edições do “nosso velhinho”, como é chamado carinhosamente por alguns de seus colaboradores, são fonte de pesquisa. É com orgulho que desde 1985 faço parte da equipe desse que é um dos mais antigos jornais do Brasil. Comecei fazendo a coluna “Desenrolando a Língua”, no Suplemento Infantil “Jahuzinho”, organizado por Chico Bronze e Maria Aparecida Cremonesi e anos mais tarde, Ana Maria Midaglia me convidou para ocupar quinzenalmente este espaço na página 2. Um destaque para o jornalista Paulo Schwarz, o PPreto, que escreve no jornal há 44 anos. O Comércio é um legítimo patrimônio de jauensidade e testemunha viva da história de Jaú. 
Academia Horácio Berlinck – no dia 4 de fevereiro de 1922, portanto há noventa anos, o professor José Nicolau Pirágine fundou a Academia de Comércio Horácio Berlinck, cujo nome homenageava um dos pioneiros da criação de cursos comerciais no Brasil. Como empreendedor e homem de visão, Pirágine percebeu que os escritórios de café de Jaú e região, os fazendeiros e negociantes tinham um número reduzido de profissionais para cuidar de sua contabilidade e que uma escola nessa área seria imprescindível na cidade. Para isso aliou-se ao prof. Gentil Ferreira, que logo depois se retirou da escola. Durante sua gestão à frente da Academia que durou até 1958, o prof. Nicolau criou a Escola de Instrução Militar, o Externato, o Ginásio Jauense, a Escola Normal Livre, além dos Cursos de Auxiliares de Comércio, todos eles importantíssimos na Educação jauense. A escola hoje, Colégio Academia, continua a missão do seu fundador através de seu neto, José Luiz Pirágine (Zeco) diretor pedagógico. Em 1950, Nicolau, que era violinista, e sua mulher, Marietta Musitano Pirágine, pianista, fundaram o Conservatório Jauense de Música, outro patrimônio de jauensidade. 
A jauensidade é um sentimento muito forte de amor às coisas de Jaú, à sua história, à sua gente, são marca registrada de nossa cidade e merecem nosso respeito e admiração.


Waldete Cestari

 

 

 

 




 

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